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Pena é reduzida e Coritiba estreia no Couto Pereira pelo Brasileirão na 22ª rodada

Estádio Couto Pereira estará liberado em setembro para jogos do Coxa na Série B

 

 

Não deu para obter a absolvição, mas ao menos o Coritiba teve sua punição reduzida substancialmente em julgamento no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tarde desta quinta-feira (11). Após decisão por maioria de votos, os auditores deram parcial provimento ao recurso do clube e reduziram de 30 para dez a quantidade de perdas de mando de campo. A multa de R$ 610 mil caiu para R$ 100 mil. Com esta decisão, o Coxa só poderá voltar a jogar em seu estádio na Série B do Campeonato Brasileiro no mês de setembro, contra a Portuguesa, pela 22ª rodada.

Os auditores decidiram também que o clube cumprirá a punição somente durante o Campeonato Brasileiro e, desta forma, o Coritiba terá que encontrar outro lugar para mandar os jogos contra América/MG, Brasiliense, Ponte Preta, Bragantino, Sport, São Caetano, Bahia, Duque de Caxias, Icasa e Náutico.

Na sessão desta quinta, na sede do STJD, no Rio de Janeiro, a defesa do Coritiba apresentou diversas imagens de vídeo aos auditores, entre as quais, ações dos policiais após o tumulto no gramado do Couto Pereira, a prisão de um chefe de torcida dentro de sua residência e o secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná criticando as torcidas organizadas.

O procurador-geral Paulo Schimtt saiu em defesa do tribunal. Paranaense e residente em Curitiba, Schmitt relatou as inúmeras manifestações contra o STJD, inclusive que outdoors foram espalhados pela cidade contra a decisão de punir o clube. Sobre o ocorrido, o procurador apontou falhas na questão da segurança, já que o jogo em questão era de risco. Por fim, Schmitt reiterou que o clube pode sim ser denunciado mais de três vezes no mesmo artigo, caso a infração aconteça mais vezes.

Em suas sustentações, os advogados do Coritiba foram sucintos e pediram a absolvição do clube da perda dos 30 mandos de campo e também da multa de R$ 610 mil. O primeiro a se manifestar foi José Mauro Filho, que disse que "o Couto Pereira não bateu em ninguém" e lembrou que a CBF já havia liberado o estádio após ele ter sido interditado para os reparos e reformas necessárias. O outro defensor, Renê Dotti, seguiu a mesma linha do companheiro e questionou qual foi a infração do clube para sofrer tamanha punição. Dotti encerrou sua defesa com o apelo de que o tribunal ajudasse a combater a violência nos estádios brasileiros e pediu pela absolvição do Coritiba.

O auditor-relator Caio Rocha deu parcial provimento ao recurso do Coritiba, absolvendo o clube no artigo 211 do CBJD e diminuindo a multa de R$ 610 mil para R$ 100 mil e a perda de mandos de campo de 30 para apenas 10. Os auditores Francisco Mussnich, Alexandre Quadros e Dário Rossine, além do presidente em exercício do STJD, Virgílio Val, acompanharam o voto do relator. O auditor Alberto Puga votou pela perda de nove mandos e multa de R$ 90 mil.

 

 

Fonte: www.justiçadesportiva.com.br



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